quarta-feira, 10 de março de 2010

Nota de Falecimento: Pai Robinho de Òsàgiyàn


Na madrugada do dia 10 de março de 2010, o Candomblé perdeu mais um precioso Bàbálòrìsà. Devido a problemas de saúde, o Bàbálòrìsà Robinho de Òsàgiyàn (Conhecido como Pai Robinho) veio a falecer deixando no peito de todos seus filhos, amigos e clientes, uma dor… um vazio imenso. Ele era o fundador do “Igbà Asè Akinjole”, localizado em Bom Pastor, Belford Roxo – Rio de Janeiro.
Seu sepultamento foi às 16:00 em Irajá.

Um zelador carísmático e de personalidade forte, Robinho de Òsàgiyàn era fervoroso em defender o nosso Candomblé, em cultuar os àwon òrìsà de maneira vivaz e forte.
Seus festejo eram de muito bom gosto, quem lá esta sabia que presenciava algo especial.
Cabe agora aos seus iniciados, levar a mesma marca e bom gosto desta pessoa iluminada, que agora habita o òrun e olha por nós.

Saudades pai Robinho!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mo júbà gbogbo àkèko mi.

Depois de mais um pequeno intervalo, venho trazendo uma nova vídeo aula. Desta vez com o foco voltado à alguns aspcetos da religião e também de conversação, como formação de frase simples.
Volto a pedir que postem em meu orkut ou comunidades relacionadas, opiniões e sugestões para futuras aulas.

Grande abraço a todos.

O dábò gbogbo.

Nova vídeo aula:


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Detalhes pequenos que mudam os significados

Mo kí àwon akékó mi

Inicio hoje algumas pequenas explicações, porém de grande valia para quem escreve pequenas frases em Yorùbá.

É comum pessoas usarem os "ni" e por qualquer acentuação que vem à cabeça, mas isso pode mudar totalmente o sentido da palavra, causando alguns constrangimentos em uma conversação formal.Salvo quando a pessoa que traduz tenha pelo menos um bom senso para interpretação e veja outra coisa.

Mas vamos lá:

Ni (sem acento) = verbos ser

Nì (Acento indicando baixa tonalidade) = pronome demonstrativo: aquele, aquela, aquilo.

Ní (Acento indicando tom alto) = Verbo ter

"Ní" é o verbo ter, indicando posse: Èmi ní ajá àti ologbo. ( eu tenho um cachorro e um gato).

"Ni"é o verbo: ser, é. Ni é usado em oposição a kó. ( não). Emi ni, "Sou eu" Emi kó, "não sou eu". Èmi ni olùkó.

"Nì" é pronome demonstrativo: aquele, aquela ou aquilo. Kiní orúko nì? (qual o nome daquilo?)

Obs.: Há algumas controvérsias às vezes, pois alguns materias de autores importante, trazem o “nì” como significando o verbo “ser ou estar”. Também encontra-se o “ni” assumindo papel de preposição: em, no, na. Pesquisei diversos materiais e sempre há discordância em alguns. Adotei, ao final, este aí de cima.

Agora vamos ao constragimento que pode causar o uso incorreto dessas palavras:

Èmi ní ajá. (Eu tenho um cachorro)

Èmi ni ajá. (Eu sou um cachorro)

Há muitos outros casos de erro de acentuação que acaba criando frases estranhas ou sem sentido.

O dábò gbogbo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Candomblé e o Idioma Yorùbá

Ainda hoje consigo ouvir pessoas dizendo que não há necessidade em aprender o idioma Yorùbá, pois o que se fala no Candomblé é bem antigo e ninguém mais sabe falar daquela maneira. Também ouço que não há necessidade aprender, pois se louva òrìsà com o coração e não com palavras traduzidas. Não deixando a clássica: não preciso aprender pois falo português e no Candomblé ninguém fala com ninguém em Yorùbá.

Não quero com esse artigo obrigar ou convencer alguém a fazer um curso, seja comigo ou com outro professor do idioma, não. O que eu gostaria de ver é as pessoas mais consciente do papel que o idioma tem dentro de uma religião já seguindo rumos tão diferente a cada lugar que se vá.

O Yorùbá seria uma maneira de unir as pessoas de diversos estados, de acabar um pouco com o caos existente dentro de nossos ritos e mostrar que temos valor e cultura, e que ainda mais, somos conhecedores desses valores e cultura.

Ora, tantas outras religiões valorizam o seu idioma de origem, por que seríamos diferentes. Sim, estamos no Brasil, mas até mesmo o nome de nosso deuses são em Yorùbá, os cumprimentos são em Yorùbá, os nomes dos cargos e postos são em Yorùbá, os nomes de iniciação são em Yorùbá e lhe confesso, muitas vezes de difícil tradução, pois muitas vezes passam uma coisa para o iniciado que nada condiz com o que realmente é.

Por que não damos atenção ao idioma tanto quanto damos para os ritos e seus atos? Por que não tirar alguns minutos para ensinar as pessoas do ilé como se pronuncia uma determinada palavra? Coisa tão simples é passear pelo barracão dizendo o nome de cada objeto e de cada utensílio, mas preferem falar de queimação, ebó, roupas dos santos, preço dos richelieu e nada mais.

A isso se resume nosso povo de santo? Todos dias me pergunto isso. Pois é o que parece.

Hoje vejo uma nova geração com sede de conhecer: querem aprender a jogar, a queimar, a passar ebó, a fazer outro ìyáwó, querem aprender a dançar, querem pintar o sete.… mas, essa sede, pude notar também está se estendendo para o ramo da linguagem. Sim eles também querem falar o idioma, por mais que seja para aparecer, impressionar… ter um grauzinho perante um mais velho, mas eles querem aprender. Nem todos se encaixam neste perfil, pois muitos querem aprender como se fosse um chamado, algo que lá dentro deles os norteia deste que entrou para a religião.

Essa sede de aprendizado é algo muito bom, pois se torna a motivação para mergulhar em um idioma que pede até mesmo que use os pensamento de forma diferente, pois o Yorùbá é a forma de pensar de um povo.

Mas esse bloqueio, essa refutação ao idioma se mostra apenas quando tratamos do Candomblé, pois os iniciados ao Culto de Ifá sabem da necessidade de uma palavra bem dita, bem pronunciada. Conhecem mais que ninguém o valor das palavras. Sabem o poder que o vento tem, quando bem pronunciamos um encantamento.

Acordemos, não sejamos um povo ignorante e de pé no chão como já ouvi muito falar por aí. Com a internet ao alcance de todos, sebos com livros baratos… nós podemos conhecer e muito, não só o idioma Yorùbá, mas também a história do nosso antepassado religioso. Podemos conhecer melhor as ervas, podemos cantar não só cantigas de nosso culto, mas muitas outras, como a cantiga de nascimento de uma criança.

Acordemos meu povo, vamos ser mais forte, vamos nos unir e mostrar que o Candomblé é um religião forte e de origem, de raiz forte.

O dábò gbogbo

Olùkó Vander

domingo, 14 de fevereiro de 2010

"Não vejo necessidade de aprender Yorùbá"

Calma, calma. Não são minhas palavras, mas sim a de pessoas que acreditam que seja necessário o aprendizado do idioma. Confesso que com essa palavra "necessidade", realmente fica muito forte.
Entretanto, há os que dizem viver muito bem sem o Yorùbá. Pera aí! Um candomblecista viver sem o Yorùbá? Isso é impossível. Começo por perguntar a que òrìsà essa pessoa foi iniciada. A resposta dela com certeza será em Yorùbá!
Dúvido essa mesma pessoa passar um dia dentro de um Ilé-òrìsà sem falar um palavra em Yorùbá.
Ainda que sejam contra o ensino do idioma, me pergunto: como essa pessoa faz quando um iniciado lhe pergunta o que é pàdé? Ela terá que ensinar o que é pàdé, ou seja, estará ensinando o idioma a pessoa... não?
Cada vez mais recebo e-mails de pessoas dizendo o porque é tão importante para elas aprenderem o Yorùbá, muitas pessoas citam os zeladores como exemplo, pois são sábias no que tange a iniciação, porém não sobressai no idioma. Elas querem ser diferentes dentro da religião. Isso é evolução, aperfeiçoamento. Qual zelador não ficaria feliz de ter um omo falando o idioma e bem representanto o ilé a que pertence?
Fico tão feliz quando recebo um convite com tudo escrito de forma correta e com suas devidas acentuações. Mas Olùkó e quem não teve como aprender? Os mais velhos que não tiveram oportunidade hoje tem isso em suas mãos, sempre dá tempo de correr atrás. Não culpo os que não puderam aprender e muitos menos os que não sabiam como aprender. Mas hoje cada ves mais pessoas sabem como aprender, onde aprender e inclusive sabem o idioma, através de mim ou não, mas sabem.

Grande abraço

Olùkó Vander.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nova Vídeo Aula no Youtube

Mo kí àwo òré àti akékó mi!

Como disse, este ano venho com a corda toda. Postei hoje no Youtube a mais nova Vídeo Aula de Introdução ao Idioma Yorùbá. Esta aula vem completa as lições sobre horas.
Sinto dizer, mas creio que encerrarei as aulas no Youtube com a aula 20. Mas às vezes postarei algum vídeo para esclarecer dúvidas, curiosidades do idioma.
Os próximos vídeos serão mais sobre conversação e algumas coisas sobre o Candomblé. Todos sabem que me afasto bastante da área religiosa, pois como cada um tem uma visão, fica mais fácxil ser atacado como alguém que está falando algo incorreto. Entretanto, mas um desafio apara eu encarar... e você meus alunos e amigos, merecem.

Segue o link para o vídeo:


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Estou de volta

Mo kí àwon òré mi.

Devido a muito trabalho, estava meio afastado de meu blog e também das vídeo aulas de Yorùbá. Mas agora estando de férias, poderei voltar a dar atenção às aulas. Hoje mesmo não postarei nada referente a aula em sí, no entanto, tenho boas notícias:
Este ano estarei com work shop de idioma Yorùbá, que poderá, dependendo da procura, rodar todo o Brasil. Relutei para produzir o DVD, mas tudo indica que este ano ele sai, na verdade já está pronto, basta apenas editar. Outra notícia: aqueles que adquiriram o curso, podem adquirir comigo a preço módico, um cardeno de exercícios... também com áudio. Também já está em produção o curso intermediário de Yorùbá.

Bem, bastante coisa. Este ano promete.

Grande abraço a todos.

O dábò gbogbo!